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Portada

Numero 5

Setembro 2016

Bali

Bali

A ilha dos deuses

"A ilha de Skye é um dos melhores lugares do mundo para andar de bicicleta"

Aventura

Shibuya para shopaholics

Weekenders

Ilhas Cayman, não apenas para milionários

Férias

Resumo

Magazine

resumo

resumo

Número 5

Bali

A ilha dos deuses

Bali convida-nos a mergulhar nas suas águas, a dançar de máscara no rosto até ao amanhecer, a percorrer as florestas por entre os vulcões ou a meditar num templo sobre uma falésia.

COK RATIH

“A arte não se pode separar da vida”

Membro da família real balinesa, Cok Ratih abriu-nos as portas da sua casa para nos mostrar o complexo mundo cultural e espiritual deste paraíso terrestre.

Aventura

“A ilha de Skye é um dos melhores lugares do mundo para andar de bicicleta”

Tem mais de 200 milhões de visitas no YouTube. No cimo de uma falésia, nas ruas da sua Dunvegan natal ou num cenário imaginado por ele, as suas piruetas sobre duas rodas são um fenómeno.

Weekenders

Shibuya para shopaholics

Se adora os brinquedos tecnológicos, marcas da moda e for um freak da manga, Tóquio é a sua casa. Em Shibuya encontrará o cruzamento mais movimentado do mundo e surpreendentes zonas comerciais.

Você e eu

O luxo mais selvagem de África

Os “cinco maiores” atrativos típicos da savana – o leão, o leopardo, o elefante, o rinoceronte e o búfalo – têm concorrência: os cinco melhores lodges ou alojamentos de luxo.

Férias

As Ilhas Caimão não são só para milionários

Que motivos existem para visitar as Ilhas Caimão, mesmo que não tenha milhões para abrir uma conta no banco? No quinto centro financeiro do mundo não se deposita apenas dinheiro.

Cultura

Chaplin’s World: refúgio suíço do vagabundo

Foi inaugurado o primeiro museu dedicado a Charles Chaplin, uma das figuras mais influentes da história do cinema, na sua residência junto ao lago Leman, na Suíça.

Top 6a

Londres contra o minimalismo

A palavra simplicidade não faz parte do seu vocabulário. Diga adeus à sobriedade: nestes bares e restaurantes, quanto mais, melhor.

Travelfancy

Aqui, estão à sua espera os hotéis e os restaurantes da moda, as galerias mais inovadoras, novas aberturas e os lugares mais it do planeta.

Últimas

Vai viajar? Antes de fechar a mala, assegure-se de que não se esqueceu das nossas sugestões essenciais.

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Beatriz Iznaola

Account Executive

Laura García

Account Executive

Reportaje - Bali

Magazine

Destino

Bali

A ilha dos deuses

Texto

Marta San Vicente

Fotografías

Juan Rayos

Video

Juan Rayos

Bali nos convida a mergulhar em suas águas, dançar de máscara no rosto até o amanhecer, caminhar por florestas rodeadas de vulcões e meditar em um templo no alto de uma falésia.\n

T

odas as manhãs, Alit se debruça em seu barco e solta uma pequena oferenda flutuante sobre o mar. Feita de folhas de bananeira entrelaçadas, contém arroz, incenso, flores e doces. De olhos fechados, faz movimentos hipnóticos com as mãos enquanto recita uma oração. \n

Todos os balineses fazem oferendas diariamente e com o maior cuidado para honrar suas divindades.

“Faço isso por mim mas também por vocês; acho que vamos ver muitos peixes hoje”, afirma, observando seu presente ir para longe no embalo das ondas. “Vou levá-los a um lugar que jamais esquecerão.” Hoje Alit é nosso capitão e vai nos mostrar seus lugares submarinos favoritos no litoral de Nusa Penida, pequena ilha a 35 minutos de Bali e famosa entre mergulhadores. Dizem que ir até lá é como viajar no tempo e conhecer a Bali de décadas atrás, antes de que fosse transformada em um destino turístico paradisíaco para luas de mel ou retiros espirituais. \n

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Assim como Alit, quase todos os seus habitantes fazem diariamente suas oferendas, deixando-as nos mais variados lugares e sempre com o máximo cuidado para honrar suas divindades. Este gesto cotidiano transforma-se em um ritual quase artístico que capta a essência do espírito balinês. “É tão simples como dar e receber”, explica o jovem pescador. O motivo pelo qual se respira tanta felicidade em Bali reside na doutrina hinduísta Tri Hita Karana, que significa literalmente “três maneiras de alcançar o bem-estar físico e espiritual”. Esta filosofia, adotada pela maioria dos balineses, busca a prosperidade pessoal por meio da tripla harmonia com outras pessoas, com a natureza e com os deuses. Provavelmente, também seja ela a razão dos sorrisos constantes que nos rodeiam.\n

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Templo budista submarino

Bali fica no chamado Triângulo de Corais do Pacífico, área com a maior biodiversidade marinha do mundo - sete vezes maior do que a observada no Caribe. Seus lugares mais famosos para mergulho são as ilhas de Nusa Penida e Nusa Lembongan, a leste, e a ilha de Menjangan, a oeste. “Quando mergulhar entre corais e descobrir peixes com mil cores e formas, ou tomar fôlego para chegar até um templo budista subaquático da década de 1950, você não vai querer mais fazer outra coisa”, ressalta Andrew, biólogo marinho e guia de mergulho. \n

Ao contrário dos demais indonésios, muçulmanos em sua maioria, 90% dos balineses praticam um hinduísmo que, há seculos, incorporou crenças budistas, animistas e ancestrais. Este sincretismo religioso, aliado a um caráter sustentável e comunitário, faz com que a população local tenha sempre algo a celebrar. Calcula-se que, em Bali, existam cerca de 20 mil templos para quatro milhões de habitantes. O caos que se vive nas cidades e estradas dá lugar à  ordem nos templos, onde a manutenção da harmonia entre o bem e o mal é a prioridade nas cerimônias realizadas. O templo-mãe de Besakih ou o célebre Tanah Lot, banhado pelo mar, são os mais venerados.\n

A relação dos balineses com a cultura, as artes e o divino é diária. “Quando dançamos para o público, estamos fazendo isso, na verdade, para os deuses; é uma expressão de respeito e criatividade”, revela a bailarina Cok Ratih. Segundo ela, a cultura tradicional balinesa permanece viva porque incorpora, de maneira cuidadosa, histórias e influências de outros lugares. As danças representam histórias do extenso poema épico Mahabharata hindu, as peças teatrais buscam inspiração no teatro de sombras chinês e as máscaras relembram a estética japonesa. Na década de 1930, o artista mexicano Miguel Covarrubias previu a possibilidade de a cultura balinesa desaparecer e, por isso, passou uma temporada na ilha com o fim de imortalizá-la em fotografias e desenhos. Porém, suas tradições continuam vivas. Tanto é assim que muitos jovens preferem participar de uma orquestra de gamelão, conjunto de instrumentos típicos como gongos e tambores, a jogar em um time de futebol.
 
Na chamada “ilha dos deuses”, até o ambiente natural possui uma dimensão quase divina. A natureza também é objeto de celebração e oferendas: enormes árvores ancestrais presidem os templos, vulcões abrigam os espíritos e deuses protetores da ilha e tanto rios como o mar são fontes de vitalidade e purificação. \n

Brincando com os deuses do mar

O surf é uma das atividades que atraem mais turistas estrangeiros. O domínio das ondas pode ser entendido como uma batalha ou um jogo com os deuses do mar, pelos quais os balineses nutrem enorme respeito. “Hoje há muitas pessoas por aqui, as ondas não são agressivas; mas mais para o sul, em Uluwatu, é outra história”, garante um monitor do esporte na praia de Canggu. Ele se refere ao lugar onde, na década de 1970, o surfista Gerry López descobriu uma das ondas mais lengendárias do mundo, transformando a zona no território favorito dos australianos.\n

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As águas das sete cachoeiras de Sekumpul, que chegam a 80 metros de altura, caem com uma força sobrenatural sobre os banhistas. Estão localizadas em uma das zonas mais selvagens e frondosas do norte da ilha, no vale de Singaraja - região que contrasta com a paisagem ordenada do centro de Bali, onde há 19.500 hectares dedicados à plantação de arroz em degraus ou terraços. Esta paisagem foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade pelo seu sistema especial de irrigação, conhecido como subak, que distribui a água de forma equitativa por toda a ilha.
 
Em Bali, tudo ganha um sentido de comunidade: a cerimônia de cremação, caracterizada por enormes torres funerárias, é um exemplo perfeito disso. Em uma delas, com a forma de um touro gigante, ardia o corpo de um falecido cujo neto estava presente na celebração. Ele nos contou que familiares e amigos participam destes rituais de maneira festiva. “Isso afasta os maus espíritos e ajuda a alma a encontrar o bom caminho.” Aqui, a vida é entendida como um ciclo no momento presente.
 
“Só me dei conta de que todo mundo está sempre sorrindo por aqui quando passei uma temporada no exterior”, confessa Ketut Siandana, arquiteto e responsável pelo hotel NusaBay Menjangan. “Por isso, gosto de ver as pessoas levarem a lembrança de que, em Bali, existe um sentimento de união e harmonia transmitido em todas as direções.”

 
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Entrevista - Cok Ratih

Magazine

Entrevista

“Vida e arte são inseparáveis”

passageiro do mês

COK RATIH

Integrante da família real balinesa, Cok Ratih abriu as portas de sua casa para nos mostrar o complexo mundo cultural e espiritual deste paraíso terrestre. \n

Por que se tornou bailarina?\n

Herdei a tradição da minha família. Comecei a dançar quando tinha seis anos. Aprendi com meu avô, o último rei da casa real de Peliatan. A dança faz parte de mim porque é uma linguagem corporal cheia de movimentos. E me ajuda a manter um corpo saudável. Ainda danço em público, tanto em espetáculos como em cerimônias em templos. Além disso, dou aulas de dança a meninas jovens e também para a minha filha - ela é a quarta geração de dançarinos da família. \n

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Qual templo não podemos deixar de visitar? \n

Todos deveriam ir a Besakih para rezar. Dizem que os balineses, quando morrem, viajam primeiro ao templo Besakih. E por isso é tão importante. \n

Que lugar você recomenda para casais?\n

Todos os lugares de Bali têm algo de especial para os apaixonados. Muitos hóteis permitem se hospedar em vilas românticas em plena praia. Outras possibilidades são ir a Ubud e aos campos de arroz ou mesmo dormir nos vales, muito tranquilos e com casas para quem quiser se esconder do mundo. Há muitas opções!\n

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Qual é o aspecto mais importante da dança balinesa que você transmite aos seus alunos?\n

A base da dança balinesa é o legong, conjunto de movimentos que ilustra histórias clássicas do hinduísmo. Por ser muito rico em expressões e posturas, é o primeiro que se aprende quando se começa a dançar. Depois disso, as alunas conseguem fazer qualquer coisa. Algumas danças balinesas devem ser acompanhadas de perto porque incluem muitas expressões faciais diferentes. O objetivo é hipnotizar os espectadores, fazer com que sintam o mesmo que nós sentimos, compartilhar com eles o caráter da dança. Isso não poder ser ensinado às meninas. A aprendizagem vem com a idade, da mesma forma como ocorre com nosso corpo, até que consigamos verdadeiramente compreender a dança. Quando ela se transforma em uma parte de nós, podemos dizer que somos bailarinas.\n

Qual a importância da arte para os balineses?\n

A arte pode ser uma profissão, mas também faz parte da vida cerimonial dos balineses. A dança, a música e as oferendas andam lado a lado - nunca separadamente. Se o turismo não tivesse chegado a Bali, continuaríamos dançando e esculpindo nossos templos da melhor forma possível. Aqui, vida e arte são inseparáveis.\n

Além de dançar, você criou uma marca de cosméticos e trabalha como guia em retiros espirituais. Por que acha que tantas pessoas escolhem Bali para esse tipo de viagens?\n

A maioria vem porque sente que Bali é um convite à oração. Para mim, Bali é um lugar muito profundo. Gosto de viajar pelo mundo, mas quando volto para casa, amo a sensação de estar novamente na minha ilha. Os estrangeiros percebem que nossa religião e nossa vida diária são diferentes das de outros países pela nossa espontaneidade, e que não vamos perdê-las por causa deles.\n

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Além de curtir praias espetaculares, que alternativas existem para os amantes dos esportes de aventura?\n

Em Bali, é possível praticar muitos esportes: mergulho, rafting, equitação, escalada, etc. Por exemplo, a subida ao monte Batur para ver o amanhecer também é uma oportunidade para curtir suas águas termais. Os campos de arroz locais podem ser vistos em passeios de bicicleta. Os ocidentais também costumam surfar por aqui, mas os balineses se limitam a observar. Nossos antepassados não sabiam nadar. Nem sequer eu sei nadar! No entanto, hoje em dia, há muitas piscinas, e as crianças já vão dominando a natação. Por isso, o surf é uma atividade nova para nós, mas muito empolgante. No sul e na zona oeste de Bali, há ondas enormes.\n

Como definiria a identidade da sua terra e do povo balinês?\n

Quando as pessoas chegam a Bali, são sempre bem-recebidas, com muitos sorrisos. Abrimos a porta da nossa casa, mas também pedimos que respeitem nossa cultura. Dizemos sempre que devemos dar e receber, e só assim podemos ser iguais. Acredito que seja por esta razão que as pessoas vêm a Bali, pela nossa amabilidade. \n

RESERVE HISTÓRIAS PASSENGER6A

Reserve

histórias Passenger6A

Aventura

Magazine

Aventura

"A ilha de Skye é um dos melhores lugares do mundo para andar de bicicleta"

Entrevistamos Danny MacAskill, ciclista de street trial e estrela do YouTube
Ele tem mais de 200 milhões de visitas no YouTube. Seja no alto de uma montanha, nas ruas de sua Dunvegan natal ou em um cenário quase impossível, suas piruetas sobre duas rodas são um fenômeno.
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ara Danny MacAskill, a viralidade começou em 2009, quando gravou, em Edimburgo, um vídeo com várias de suas acrobacias. Depois de adicionar uma música da banda Band of Horses à gravação, ele foi dormir. Na manhã seguinte, milhares de pessoas já tinham visto suas manobras e saltos sobre muros e escadas em Inspired Bycicles. Desde então, foi nomeado pela National Geographic como Aventureiro do Ano, apareceu no jornal americano “The New York Times” e carregou a tocha olímpica na sua passagem por Glasgow.\n

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Foto: © Red Bull Media House

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Um dia, ao acordar de manhã, você se deu conta de que milhares de pessoas tinham visto um de seus vídeos. E isso aos 23 anos. Como sua vida mudou a partir desse momento?
Meu ponto de vista sobre a bicicleta mudou. Antes do vídeo, em abril de 2009, estava apenas interessado em andar de bicicleta e aprender truques novos. Mas, a partir daí, também comecei a pensar na bicicleta na perspetiva de um cineasta.\n

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Biografia

Danny MacAskill é um rider profissional de street trial. Nasceu na Ilha de Skye, na Escócia, onde começou a praticar a modalidade com sua bicicleta. Aos 23 anos, um dos seus vídeos tornou-se viral, levando-o ao mais alto nível desta modalidade. Atualmente, organiza espetáculos e participa de anúncios e produções de Hollywood como dublê.\n

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"Penso na bicicleta na perspetiva de um cineasta"

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Quando surgiu seu interesse pelo street trial?
Sou obcecado pelas bicicletas desde que pedalei pela primeira vez, aos quatro anos. Comecei a andar naquilo que chamamos bicicletas de trial aos onze, ainda que fizesse derrapagens e saltasse pelas paredes desde que tive a minha primeira bicicleta. Era um garoto miúdo bastante hiperativo e aventureiro, subia a rua e fazia a primeira coisa que me passava pela cabeça (o que quase sempre acabava em lágrimas). Aos 8 ou 9 anos, o irmão de um amigo e seu grupo começaram a andar de mountain bike. Eu era o típico garoto magrinho que ia para todos os lados e copiava o que eles faziam.

Quantas horas é preciso treinar para deixar de ser amador e ser um rider profissional?
Sempre fiz isto por diversão e nunca tinha imaginado que seria um profissional. Para mim, andar de bicicleta é como, para outras pessoas, jogar futebol ou fazer escalada. Quando não estou lesionado, pratico normalmente duas ou três horas diárias, sete dias por semana, mas nunca vi isso como um treino.

Agora você está envolvido em uma projeto chamado Drop&Roll Tour, não?
A Drop&Roll consiste em reunir os melhores riders de street trial do mundo para fazer exibições em uma plataforma artística criada especialmente para isso. Duncan Shaw, Ali C, Fabio Wibmer e eu viajaremos pela Europa e pelo resto do mundo com nosso espetáculo.

Qual é o seu lugar preferido para andar de bicicleta?
A minha terra, sem dúvida. A ilha de Skye é um dos melhores lugares do mundo para andar de bicicleta.\n

Foto: © Red Bull Media House

Seu vídeo “The Ridge” tem mais de 41 milhões de visualizações no YouTube.

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Foto: © Red Bull Media House

Martyn Ashton e Martin Hayes eram suas principais inspirações quando criança.

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A sua terra, a Escócia, tem sido o cenário dos seus vídeos mais conhecidos, como “Way Back Home”, em Dunvegan, ou “The Ridge”, na costa da Ilha de Skye.
“The Ridge” era algo que queria fazer há anos. Quando era mais novo, costumava observar os Montes Cuillin e imaginar a mim mesmo andando de bicicleta lá em cima. Gravar o vídeo foi muito divertido e um dos projetos mais difíceis e exigentes em que trabalhei. Mas, para mim, era um ato de amor. Queria mostrar Skye, minha casa, com orgulho.

Um lugar desconhecido para visitar sobre duas rodas?
Adoraria visitar o Japão. Outro dia estava olhando para a lua e pensei comigo mesmo que seria um bom lugar para fazer um vídeo algum dia…

Conte-nos um pouco de sua próxima aventura… talvez um projeto criativo, como 'Imaginate’?
Só penso nisso: acrobacias inéditas e novos lugares para gravar vídeos. O problema é que não há tempo para tudo. Gostaria de trabalhar em um vídeo curto para descontrair um pouco e aliviar a pressão que me imponho para levar cada projeto a um nível superior. Além disso, neste ano, vamos fazer turnê com o Drop&Roll, por isso… estejam atentos aos nossos próximos shows.\n

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Foto: © Red Bull Media House

Zurique é uma das cidades por onde o Drop&Roll Tour já passou.

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O Drop&Roll Tour na sua cidade

Como verdadeiras estrelas do rock, os melhores riders do street trial também fazem turnês. Já passaram por Sheffield, Cidade do Cabo, Barcelona, Hamburgo e Zurique. Visite o web do evento para ver as últimas acrobacias e informar-te sobre os próximos espetáculos.\n

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Weekenders

Magazine

Weekenders

Shibuya para shopaholics

Se adora os brinquedos tecnológicos, marcas da moda e for um freak na manga, Tóquio é a sua casa. Em Shibuya encontrará o cruzamento mais movimentado do mundo e surpreendentes zonas comerciais.\n

Ainda que o Shibuya seja o mais popular, no Japão existem cerca de 300 cruzamentos com estas características.

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O que Richard Gere visitaria primeiro

Imperdível para os amantes dos animais é a estátua do cão Hachiko. A zona é conhecida pelo seu nome, porque foi o lugar onde o animal esperou durante dez anos que o seu dono falecido regressasse para ele.\n

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e for antropofóbico, fuja. Os japoneses denominam de taijin kyofusho a esta espécie de rejeição ao contato social. Não seria de estranhar que a origem desta sensação tenha nascido em Tóquio, num lugar que os japoneses conhecem como Scramble Kousaten. O seu nome, que significa luta ou temor, não é um mero acaso. Trata-se de um cruzamento com um sinal de stop sincronizado, de modo que, quando fica vermelho para os carros, os peões inundam-no, atravessando em todas as direções. Está em Shibuya, diante da estação com o mesmo nome, no cruzamento mais movimentado do mundo. Mas se, mais que misantropo se considerar sociável, extravagante, disparatado, vanguardista e excessivamente moderno, então Tóquio é para si. Ao atravessar o cruzamento de Shibuya, vai sentir-se o rei ou a rainha da estrada, onde existem cinco passarelas que podem atravessar mais de 1000 pessoas, ao mesmo tempo.\n

Se tiver sido inventado, vai estar aqui. Essa é a filosofia de Shibuya. As ruas em volta, Bunkamura-dori e Dogenzaka, oferecem um turismo de shopping em grande escala: dezenas de complexos comerciais, onde dizer que são vendidas as últimas tendências não chega. Loft, Tokyu Hands, Marui ou Seibu são algumas das empresas com refúgio em Shibuya.
Existem zonas centradas noutros setores: Shinjuku para as novas tecnologias, Ginza para o luxo e Sugamo para os mercadinhos. No entanto, Shibuya é a zona de referência para shopaholics em moda e acessórios.\n

Foto: Tooykrub / Shutterstock.com

Hachiko – amigo para sempre é o filme que Richard Gere protagonizou sobre este cãozinho de raça akita.

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Tóquio é originalidade e imaginação: das jovens kawaii às extravagantes visual kei.

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Foto: Sean Pavone / Shutterstock.com

Da esplanada do Sturckback pode observar o espetáculo dos pedestres.

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Takeshita é a preferida dos adolescentes, especialmente dos que optam pelo estilo Harajuku, uma mistura de tendências que marcam encontro nesta rua pedonal. Por ela passam vários estilos: lolitas (estilo infantil e vitoriano, por vezes com um toque gótico e barroco), decora (sobrecarregado e com o predomínio do rosa), ganguro (loiras muito bronzeadas, como na Califórnia), ou cosplay (disfarçados dos seus ídolos do manga).
Caso procure lojas independentes e de roupa antiga, detenha-se em Ura-Harajuku e Cat Street, onde estão os mais modernos designers. Uma dose extra de luxo encontra-se ao lado das árvores Zelkova, na rua Omotesando, onde se encontra também o centro comercial Omotesando Hills. Como centro de culto, a melhor opção é Shibuya 109, mesmo no frenético cruzamento já mencionado. Dez andares para se abandonar ao consumismo selvagem.

Para repousar das compras, a região oferece restaurantes e os denominados hotéis do amor. São alternativas econômicas de alojamento para casais de namorados fogosos que são atraídos por locais mais extravagantes, ofuscados por néons de um vermelho intenso, com banheiras de hidromassagem e camas vibratórias.

O futuro de Shibuya já está decidido. Em simultâneo, já estão sendo desenvolvidos quatro projetos destinados a animar (ainda mais) a zona. A proposta é começar em 2018 para concluir em 2027. Mudanças relacionadas com o transporte, um reforço da competitividade internacional e melhoria das infraestruturas são o ponto de partida. “Pode soar pretensioso” - reconhece o presidente da câmara Ken Hasebe, cujo objetivo é que as pessoas pensem no bairro de Shibuya como se fosse Londres, Paris ou Nova Iorque.\n

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Se tiver sido inventado, vai estar aqui. Essa é a filosofia de Shibuya

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Como ser uma jovem kawaii

Em Tóquio é difícil escolher o estilo, mas um dos mais desejados é ser uma jovem kawaii. Consiste em vestir-se como uma criança: muitas cores, muito rosa e muito Hello Kitty. E sempre acompanhada por um peluche ou um tamagochi. Não importa a idade, isto é Tóquio.\n

Você e eu

Magazine

Você e eu

O luxo mais selvagem da África

Os “cinco maiores” atrativos típicos da savana - o leão, o leopardo, o elefante, o rinoceronte e o búfalo - têm concorrência: os cinco melhores lodges ou alojamentos de luxo.\n

África meridional, lugar selvagem onde se encontram os lodges mais luxuosos do mundo, é também o destino perfeito para casais aventureiros. Porque um safári não tem que ser sinônimo de falta de conforto. Mergulhar os pés na infinity pool (piscina infinita) do Faru Faru Lodge, na Tanzânia, saborear um jantar digno de estrelas Michelin em meio à natureza e descansar em uma cama acolhedora dentro de uma tenda maior do que um apartamento são a melhor forma de terminar o dia, após percorrer a savana de jeep. Descobrimos os lodges perfeitos para desfrutar da aventura de dia e da intimidade da natureza selvagem de noite.\n

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1. A casa dos Cinco Grandes - Mombo Camp - Reserva de Moremi, Botsuana
Mombo Camp combina a exclusividade dos quartos com uma localização inesquecível, dentro da reserva natural de Moremi. Rodeado por vários rios, orgulha-se de ser uma das melhores reservas de caça controlada de toda a África para leões, leopardos e o cão selvagem africano, em perigo de extinção.\n

Descobrimos os lodges perfeitos para desfrutar da aventura de dia e da intimidade da natureza selvagem de noite.

2.Romance de outra época - Sabora Tented Camp e Sasakwa Lodge - Reserva de Singita Grumeti, Tanzânia
A reserva de Singita Grumeti foi criada em 1994 para proteger a rota da Grande Migração até os campos Masai Mara. Mais de dois milhões de gnus, zebras e gazelas seguem esse trajeto todos os anos. Um dos lodges mais exclusivos no interior desta zona é o Sabora Tented Camp, inspirado nas tendas dos exploradores dos anos 20. Outra das opções, o Sasakwa Lodge, oferece a oportunidade de terminar o safari de 4x4 com um jantar privado no meio da natureza.\n

Foto: Singita Sasakwa

A oferta da savana vai além dos safáris e inclui os jantares mais íntimos imagináveis.

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Foto: Singita Faru Faru Lodge

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3. Encanto colonial - Sabi Sabi Selati Camp - Parque Nacional Kruger, África do Sul
O Selati Camp é perfeito para os amantes do safári. Situado em um meandro do rio Msuthlu, rodeado de árvores gigantescas, é o ponto de partida para percursos a pé ou em Land Rover. Na zona, há mais de 200 espécies de mamíferos e mais de 300 de aves. Uma banheira exterior em cada suíte garante o relaxamento no fim do dia em meio ao brilho das lamparinas de azeite e das estrelas.\n

Safári de balão

Ao amanhecer, o balão eleva-se para mostrar o Serengeti aos seus passageiros do ponto de vista dos olhos de um pássaro. Depois de uma hora e meia de observação de gnus, zebras, leões e elefantes, a aterrissagem é acompanhada por um brinde de champanhe e um café da manhã ao estilo inglês, antes de voltar para o acampamento. Quase todos os lodges de luxo oferecem esta experiência.\n

Foto: Tangarire Tree Tops

Os quartos do Tarangine Treetops são os maiores dos lodges do leste africano, com 65 m2.

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4. De volta à infância - Tarangine Treetops - Tarangine National Park, Tanzânia
Localizado no 6º maior parque nacional da Tanzânia, o Tarangine Treetops é um alojamento rodeado de elefantes e baobás. Os quartos foram construídos a vários metros do chão e oferecem vistas incríveis para a copa das árvores. Entre seus serviços exclusivos, há um tour noturno de carro ou um jantar em uma tribo masai.

5. O centro vital da savana - Elephant Pepper Camp - Mara North Conservancy, Quênia
Ao norte da reserva natural de Masai Mara, no Quênia, encontra-se o Mara North Conservancy, área privada de mais de 30 mil hectares. É uma parte imprescindível do ecossistema da zona, habitada por espécies ameaçadas como o hipopótamo, o leopardo ou o rinoceronte negro. Mas o verdadeiro protagonista do parque é o gnu. Milhões de exemplares deste animal migram todos os anos até aqui a partir da planície do Serengeti. Para ouvir os sons dos animais de noite ou para os amantes do glamping, o Elephant Pepper Camp é uma opção perfeita.\n

Foto: Singita Sasakwa

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O delta que não desemboca no mar

O Jao Camp situa-se no delta do Okavango, em Botsuana, onde existe a única população de leões nadadores. Estes animais são obrigados a caçar antílopes dentro da água quando as cheias cobrem até 70% do seu território.\n

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Foto: Sabi Sabi, Selati Camp

Banheira sob as estrelas na suíte Lourenço Marques do Selati Camp.

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Férias

Magazine

Férias

Ilhas Cayman, não apenas para milionários

Que razões existem para visitar as Ilhas Cayman, mesmo que você não tenha milhões para abrir uma conta nos bancos locais? No quinto centro financeiro do mundo, não se deposita apenas dinheiro.\n

À

s 7h da manhã, um homem chega ao cais de George Town, a capital da Grand Cayman, a maior das três Ilhas Cayman, onde todos os dias atracam transatlânticos. Não leva uma maleta na mão, só uma vara de pescar e uma geladeira portátil. Seu destino não é um dos bancos do quinto centro financeiro do mundo, mas um barco com 7,5 m de comprimento de onde pretende pescar barracudas, pargos ou atuns para seu restaurante, um dos 200 disponíveis na considerada “capital gastronômica do Caribe”.\n

Neste paraíso fiscal, estão registradas mais empresas do que pessoas, mas as contas bancárias não são as únicas que são bem alimentadas.O peixe desta manhã está agora no prato de um restaurante, cozinhado ao estilo Cayman: empanado e em molho de tomate com cebola e pimentão. Também é servido com umcaymankind, ou seja, um rasgado sorriso. E isso além de um pouco de brisa caribenha: um coquetel de bourbon, suco de laranja natural, quiabo-roxo e limão.\n

A generosidade compensa

A Grand Cayman é uma das ilhas de maior nível econômico do Caribe. O rei Jorge III concedeu o privilégio da isenção de impostos a este território britânico ultramarino em 1778, em gesto de agradecimento por ter acolhido os sobreviventes de um naufrágio.\n

Foto: Don McDougall. Cayman Islands Department of Tourism

A ampla oferta de cozinha caribenha e internacional do arquipélago fica completa com dois grandes eventos anuais. O Cayman Cookout é um encontro de chefs de renome mundial que oferecem degustações e a possibilidade de saber mais sobre a cozinha do Caribe. Esta também é a protagonista do festival Taste of Cayman, acompanhado por música e fogos de artifício. A gastronomia local baseia-se essencialmente em peixe fresco de preparação simples: guisado em leite de coco com legumes (coconut dinner), grelhado ou na brasa, temperado, refogado ou frito. Os seus pratos mais curiosos são os caracóis marinhos e a tartaruga, tanto em sopa como em filé.

Visitar a Cayman Turtle Farm, onde as tartarugas são criadas em cativeiro, é uma das atrações mais populares da Grand Cayman. É um parque temático marinho completo nos arredores de George Town, com uma lagoa de corais – onde você poderá mergulhar com as tartarugas -, um aviário de aves exóticas, um aquário com espécies marinhas predadoras e uma piscina com as maiores cascatas da ilha. Nadar na companhia de raias é outra das atividades oferecidas aos visitantes: numerosos barcos navegam até as águas cristalinas de Stingray City para alimentar estes animais, que se aproximam dos banhistas e se deixam acariciar.\n

Foto: Don McDougall. Cayman Islands Department of Tourism

A cozinha local tem influência antilhana, jamaicana e hondurenha.

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Gorjetas incluídas na fatura

É habitual que os restaurantes locais incluam na conta 15 % ou 18 % de serviço ou gorjeta. O costume é aumentar essa porcentagem se o grupo for grande ou o serviço revelar-se especialmente bom. Em contrapartida, nessas faturas, não há cobrança de impostos.\n

Foto: Don McDougall. Cayman Islands Department of Tourism

Seven Mile Beach é considerada uma das melhores praias do Caribe.

Aqueles que querem gastar os rendimentos de suas contas correntes concentram-se nos resorts que se sucedem ao longo da Seven Mile Beach, uma praia em forma de meia-lua de 9 km de areia branca e água azul-turquesa. Além de tomar sol debaixo dos coqueiros, também podem aproveitar as lojas de luxo, isentas de impostos, da orla marítima. Por outro lado, quem procura intimidade prefere a tranquilidade das duas menores ilhas, Cayman Brac e Little Cayman, com praias de águas límpidas para mergulhar, como a Spot Bay, lagoas, mangues e grutas com lendas de tesouros de piratas que fizeram das Ilhas Cayman o seu centro de operações.\n

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Foto: Don McDougall. Cayman Islands Department of Tourism

O ponto de entrada nas Ilhas Cayman é George Town, a capital de Grand Cayman.

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Neste paraíso fiscal, estão registradas mais empresas do que pessoas

Foto: Don McDougall. Cayman Islands Department of Tourism

A opção de alojamento mais invejada é o aluguel de uma vila privada.

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Chaplin’s World: refúgio suíço do vagabundo

Foi inaugurado o primeiro museu dedicado a Charles Chaplin, uma das figuras mais influentes da história do cinema, na sua residência junto ao lago Leman, na Suíça.\n

C

harles Chaplin, filho de uma família inglesa de artistas do music-hall que se tornou famoso com o personagem de um humilde vagabundo, viveu seus últimos 25 anos em Manoir de Ban, mansão rodeada de parques junto ao lago Leman, na Suíça. “Com tanta felicidade, às vezes, sento-me no nosso terraço ao entardecer e olho para o vasto gramado verde até o lago, e também para mais longe, para as reconfortantes montanhas, e, com este espírito, não penso em mais nada senão em aproveitar esta serenidade magnífica”, escreveu o ator e cineasta sobre o refúgio do macartismo onde encontrou a paz. A “caça às bruxas”, que perseguiu as ideias liberais nos Estados Unidos durante a Guerra Fria, obrigou-o a trocar Beverly Hills por Corsier-sur-Vevey até sua morte, na noite do Natal de 1977.

Transformar Manoir de Ban em um museu para homenagem um dos personagens mais importantes da história do cinema, assim como divulgar seus sucessos, não foi tarefa fácil. No ano 2000, o arquiteto Philippe Meylan e o museógrafo Yves Durand implementaram a ideia e conseguiram o apoio da família de Chaplin. “Ele queria ser lembrado pelas pessoas; é por isso que realizou seus filmes de uma maneira tão perfeccionista”, reconhece Eugene Chaplin, um dos oito filhos do cineasta com sua esposa Oona O’Neill. Como o verdadeiro impulso deste projeto não era apenas a reconstrução histórica de mais uma casa, foi solicitada a participação da marca Grévin, proprietária de vários museus de cera espalhados pelo mundo.\n

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Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

Charles Chaplin viveu em Manoir de Ban com a família até sua morte, aos 88 anos.

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O Estúdio

A faceta profissional de Chaplin é lembrada no Estúdio de Manoir de Ban. Ali, há projeções de seus trabalhos e exposições de objetos originais, como o chapéu e a bengala que se tornaram seus ícones, além do Óscar que recebeu. Também foram recriadas cenas dos seus filmes mais famosos, de Em Busca do Ouro, Tempos Modernos e O Grande Ditador.
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Após uma espera de sete anos até conseguir a licença para as obras, foram precisos dois anos para restaurar a mansão construída em 1840, edificar uma construção próxima e converter sua área exterior e a garagem em uma zona de escritórios, venda de entradas, loja e restaurante. Além disso, um pedido de um vizinho, que não queria que sua tranquilidade fosse perturbada por milhares de visitantes, atrasou o projeto mais cinco anos, até que, por fim, foi possível inaugurá-lo em abril de 2016.

Chaplin’s World é um museu divertido entre o lago e as montanhas, perto das cidades suíças de Montreux e Lausanne. Graças às últimas técnicas audiovisuais e cenográficas, o percurso temático de 3000 m2, assinado pelo designer François Confino, permite que o visitante conheça tanto a vida privada como a figura pública de Charlot. Alguns dos quartos da mansão foram recriados com móveis e objetos pessoais para mostrar como viveu com sua família, quais eram seus hábitos, que visitas recebia e como organizava recepções e galas.
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Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

A carreira de Chaplin começou no cinema mudo, onde triunfou com seu humor físico e gestual.

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“Passei grande parte da minha infância em Corsier-sur-Vevey, onde fui à escola”, recorda Michael Chaplin, outro dos seus filhos. “Levava frequentemente colegas para casa para brincar no parque. Lembro que alguns deles ficavam decepcionados porque meu pai era um senhor idoso de cabelo branco. ‘Esse não é o Charlot’, diziam.” De fato, o vagabundo cujas aventuras sempre terminavam na estrada nunca viveu aqui. Mas, agora, no Chaplin’s World, encontrou finalmente um bom lar onde ficar.\n

O artífice das 30 figuras de cera do Chaplin’s World é o Théâtre Grévin. Aberto em Paris em 1882, era uma forma de o público ter mais contato com a imagem dos protagonistas das notícias quando a fotografia não era tão comum. Tem sedes em Montreal, Praga e Seul.
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Artistas de cera

Ele queria ser lembrado pelas pessoas; é por isso que realizou seus filmes de uma maneira tão perfeccionista

Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

O cineasta casou-se quatro vezes e três dos seus filhos também trabalharam no cinema.

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Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

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Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

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Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

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Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

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Foto: Chaplin's World™ © Bubbles Incorporated

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Top 6A

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Londres contra o minimalismo

A palavra simplicidade não faz parte do seu vocabulário. Diga adeus à sobriedade: nestes bares e restaurantes, quanto mais, melhor.

BERNERS TAVERN (HOTEL LONDON EDITION, 10 BERNERS STREET)

O chefe Jason Atherton preparou uma ementa à altura da sua elegância. Mármore, tetos trabalhados e quadros emoldurados para criar um ambiente digno da belle époque. A ementa alterna cozinha moderna com pratos quotidianos como mac and cheese ou fish and chips. O melhor é acompanhá-los com um dos seus coquetéis originais.

Sarastro (West End, 126 Drury Lane)

Este restaurante mediterrânico procura inspiração no teatro. Máscaras, veludos e balcões de ópera ajudam a criar uma atmosfera dramática complementada com música em direto. Situado no West End, a Broadway londrina, é o lugar ideal para jantar depois de uma peça num dos seus muitos teatros.

Mr. Fogg’s Tavern ( West End, 58 St. Martin’s Lane)

No teto estão pendurados objetos improváveis: jaulas, malas, jarras e até um barco em miniatura. Parece que Willy Fog, a personagem em que este pub se inspira, se esqueceu aqui de toda a sua bagagem. Na parte superior existe um salão de coquetéis decorado com cortinas e porcelanas do século XIX e um gin parlour com mais de 300 gins. Vai um gin tónico?

Sketch (Mayfair, 9 Conduit Street)

Uma equipa de chefes e designers converteu um edifício antigo em centro de arte e gastronomia. Dispõe de um salão de chá com um complexo de bosque encantado, The Glade. Para jantar, recomendamos The Gallery, uma sala completamente cor-de-rosa (incluindo os cadeirões) onde estão expostos 239 desenhos originais do artista britânico David Shrigley.

Oscar Wilde Bar (Hotel Café Royal, Central London, 68 Regent Street)

A decoração Luís XVI excêntrica e excessiva continua a atrair personagens ilustres desde 1865. Pelos seus cadeirões vermelhos passaram Oscar Wilde, David Bowie e Elizabeth Taylor. Todos os dias, das 12h00 às 17h00 da tarde, servem o tradicional afternoon tea com um menu inspirado na cidade londrina. Inclui sanduíches, bolos, scones e champanhe.

Sushi Samba (Heron Tower, City of London, 110 Bishopsgate)

A mistura explosiva da cozinha japonesa, brasileira e peruana é servida num espaço igualmente irreverente. O bambu envolve a sala envidraçada e deste estão suspensos candeeiros e plantas exóticas, sem impedir as vistas panorâmicas. O restaurante abriu as suas portas primeiro em Nova Iorque, há mais de 15 anos. Além da capital inglesa, está presente em Miami, Las Vegas e Coral Gables, na Florida.

Clássicos contemporâneos

O espetáculo depois do espetáculo

Espírito viajante

Chá no país das fadas

Barroco chique

A floresta 360º

Travelfancy

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Foto: Acuario en proyecto en Nueva York

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Aquário de Nova York: mergulhe nesta experiência

Converter Nova York em um aquário. Eis o projeto de um estúdio italiano que venceu um concurso lançado para construir novos ícones norte-americanos. Este aquário no Queens não consistirá em ver animais atrás de um vidro, e sim em viver experiências. O visitante percorrerá os polos, os oceanos Atlântico, Pacífico, Índico e Glacial Antártico, e os mares do Caribe e da Tasmânia, além do Mediterrâneo e do Mar Vermelho.\n

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Pista de aeroporto cruzada por linha de trem

O único aeroporto do mundo cuja pista é atravessada por uma linha de trem fica na Nova Zelândia. Operado pelo Eastland Group, o aeroporto de Gisborne compartilha espaço com uma linha ferroviária. Embora não esteja em funcionamento desde 2012, ocasionalmente, entre seis e dez vezes por ano durante o verão, um trem local restaurado utiliza a linha para realizar excursões.\n

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A maior piscina do mundo

Situada no complexo turístico de San Alfonso del Mar, no Chile, a piscina projetada pela empresa Crystal Lagoons rouba protagonismo ao oceano Pacífico. Com 1013 metros de comprimento e três metros de profundidade, foi reconhecida pelo Guinness World Records como a maior piscina do mundo. Sua intensa cor azul-turquesa vem de um sistema que capta a água do mar e a mantém em boas condições com um uso mínimo de produtos químicos.\n

Foto: Jose Manuel Bielsa

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O restaurante pop-up da melhor chef do mundo

Até o dia 30 de outubro, amantes da gastronomia podem saborear as criações de Hélène Darroze no hotel María Cristina, na cidade espanhola de San Sebastián. Premiada com três estrelas Michelin - duas para seu restaurante de Londres e, uma, para o de Paris -, a chef francesa usa produtos e sabores locais em seu cardápio. Sua proposta culinária inclui sua visão dos pintxos, bem como pratos de autor e doces criados exclusivamente para a ocasião.\n

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Paris do sudeste asiático

A cidade luz é a principal inspiração do The Parisian Macao, um resort que será inaugurado até o fim do inverno de 2016 na costa sul da China. A obra esbanja opulência, luxo e toques dourados. Além de uma Torre Eiffel com a metade do tamanho original, o hotel terá um salão inspirado no Palácio de Versalhes e mais de três mil quartos e suítes, entre outras instalações.\n

Foto: Mark Pickthall

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Tapete de luzes no deserto

O monólito Uluru (Ayers Rock), imenso rochedo vermelho no deserto da Austrália, é o palco da onírica instalação Field of Light, assinada por Bruce Munro. São 50 mil esferas luminosas que recriam um sentimento íntimo e efêmero e que podem ser visitadas até o dia 31 de março de 2017. A ideia do artista levou uma década para tomar corpo e foi inspirada pela natureza, fazendo referência a “como a semente adormecida no deserto floresceria no crepúsculo, ao suave ritmo da luz, por baixo de um flamejante céu estrelado”.\n

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