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Portada

Número 9

Dezembro 2016

Lisboa

Lisboa

Histórias de rua

“A terra firme é apenas uma zona de passagem.”

Aventura

Melhores lugares do mundo para fotografar seu casamento

Romântico

Viva como um rei no Rajastão

Luxo

Resumo

Magazine

Resumo

Resumo

Número 9

Lisboa

Histórias de rua

Lisboa brilha espelhada no rio Tejo, em cujas renovadas margens os lisboetas passeiam orgulhosos da cidade em que vivem. O tempo só engrandeceu a beleza do lugar.

Raquel Tavares

“São as pessoas que fazem as cidades.”

Com notas tradicionais e acordes contemporâneos, a fadista Raquel Tavares e o músico e compositor Rodrigo Leão trabalham na partitura e na voz de Lisboa.

Rodrigo Leâo

“Lisboa está presente na minha música.”

A carreira de Rodrigo Leão é uma metáfora da evolução de Portugal. Sem renunciar às suas raízes e tradições, absorveu influências do exterior para levar sua música a todo o mundo.

Romântico

Melhores lugares do mundo para fotografar seu casamento

O cenário pode ser a diferença entre um casamento convencional e um extraordinário. Ambos serão inesquecíveis, mas o segundo terá fotografias muito melhores.

Jovens

Nimbin: a volta aos anos 1970

Comunidades ainda ativas, trailers com o símbolo da paz e camisetas psicodélicas em plena natureza. Viajamos no tempo até Nimbin, o último paraíso hippie.

Luxo

Viva como um rei no Rajastão

Salões atapetados, troféus de caça e camas com dossel. Marajás transformam seus palácios em hotéis de luxo que recriam o antigo esplendor da região: são como filiais do Hilton na Índia.

Escapadas

Seja o primeiro a começar o ano em Kiribati

É um dos países menos visitados do mundo e seus habitantes serão os primeiros a dar as boas-vindas a 2017. Celebre o Ano-Novo com eles neste paraíso inexplorado.

Aventura

“A terra firme é apenas uma zona de passagem.”

Não está disposto a viver longe dos oceanos. Procura “descobrir novos mares” e também as “culturas que o rodeiam”. “Analisar a relação que os humanos têm com o mar”, descreve Enric Adrian Gener, que viaja o mundo fazendo fotografia subaquática.

Top 6a

Os mosteiros mais inacessíveis do mundo

A devoção religiosa ergueu santuários nos lugares mais recônditos do planeta. Chegar a estes templos é quase um milagre; ignorá-los, um pecado.

Travelbeats

Aqui, estão à sua espera os hotéis e os restaurantes da moda, as galerias mais inovadoras, novas aberturas e os lugares mais it do planeta.

Equipa

O Conteúdo da presente publicação digital (www.passenger6a.com) foi disponibilizado pela CENTRO DE INFORMACIÓN TURÍSTICA FEED BACK S.L., com sede na C/ Santiago Bernabeu, 10, 3º - B, Madrid 28036 e CIF B-82065137 (doravante, “TRAVELVIEW”).   A TRAVELVIEW é a detentora de todo o Conteúdo da publicação digital, em particular, imagens, vídeos, artigos e conteúdos editoriais de Informação Turística variada.  A TRAVELVIEW produziu, de modo simplesmente informativo, o Conteúdo da publicação digital, em particular, imagens, vídeos, artigos e conteúdos editoriais de Informação Turística variada, cabendo aos Utilizadores a responsabilidade de se informarem e cumprirem os requisitos necessários para a realização de qualquer viagem (em relação a passaporte, vistos, vacinas, etc.).  TUI Spain S.L.U, sociedade sediada na Calle Mesena, 22, 2º Derecha, 28033 – Madrid (Espanha), é a concessionária exclusiva do referido Conteúdo.  Assim, autoriza-se a visualização e o download do Conteúdo desta publicação digital apenas para uso pessoal e não para uso comercial. Os Utilizadores não poderão, em caso algum, transferir o referido Conteúdo para terceiros, pessoas ou entidades. Do mesmo modo, está expressamente proibido copiar, distribuir, alterar, reproduzir, transmitir, publicar, ceder ou vender o Conteúdo contido nesta publicação digital, bem como criar novos produtos ou serviços a partir do Conteúdo desta publicação digital.\n

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Photo editor

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Reportagem - Lisboa

Magazine

Destino

Lisboa

Histórias de rua

Texto:

Guadalupe Rodríguez

Fotos:

Carlos Luján

Vídeo:

Kreativa Visual

Lisboa brilha espelhada no rio Tejo, em cujas renovadas margens os lisboetas passeiam orgulhosos da cidade em que vivem. O tempo só engrandeceu a beleza do lugar.\n

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isboa não mudou, evoluiu. Mais de 3,5 milhões de turistas visitaram a capital portuguesa em 2015, quantidade em linha com o aumento de 20% registrado pelo setor turístico de Portugal no mesmo ano. Se a capital lusitana está há cerca de cinco anos na agenda do turista internacional, também o turista está na mira da cidade.\n

Uma das virtudes de Lisboa é ter sabido recriar seu passado.

Um dos fatores que tornam a viagem até lá mais interessante é a renovação da oferta hoteleira. Agora, há hotéis centrais com zonas ao ar livre e do tipo butique, entre eles o H10 Duque de Loulé, o Bairro Alto Hotel ou o Memmo Alfama. Também vem ocorrendo a proliferação de hostels de perfil moderno: desde o The Independente, na popular bairro de Príncipe Real, até Brickoven, instalado em um palacete que já chegou a funcionar como convento.\n

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Outros atrativos de Lisboa são sua imensa riqueza monumental, com edifícios decorados com azulejos cheios de personalidade, sua rica gastronomia e novas opções de lazer e cultura surgidas com a recuperação da zona do rio Tejo e de áreas industriais degradadas. Entre elas figuram desde o passeio Ribeira das Naus, onde a artista plástica Joana Vasconcelos reinventou o tradicional galo de Barcelos com uma estética pop, até o recém-inaugurado Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), próximo a Belém, que aspira a ser o Guggenheim local.
 
“A crise foi boa para a criatividade”, garante Roger Mor, enquanto nos guia pela LX Factory. Trata-se de uma antiga confecção transformada em um pequeno bairro onde trabalham mais de 1.000 pessoas de profissões artísticas e liberais. \n

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Cataplana e vistas para o rio

Se quiser se aventurar pela cozinha tradicional portuguesa, terá de conhecer a panela típica cataplana, geralmente usada para preparar refogados de batata com peixe ou marisco, embora também possam ser feitos com carne. Os pratos que saem dela também são conhecidos como cataplana. Além disso, se conseguir degustá-lo em uma mesa ao ar livre na Praça do Comércio, como nas que pertencem ao Populi, só vai faltar o sol para ser o programa perfeito.\n

Entre galerias de arte, lojas, restaurantes, “coworkshops” e até uma “escape room” de ambiente burlesco, destacam-se a Landeu, cafeteria que serve apenas bolo de chocolate, e a livraria Ler Devagar, instalada em uma antiga gráfica. Aqui, é possível conferir as esculturas cinéticas de Pietro Proserpio – obras que criam uma atmosfera que lembra os filmes “Amélie Poulain” ou “A invenção de Hugo Cabret”. Tal como outros estabelecimentos, recuperou e reutilizou o mobiliário antigo do lugar. Por sua vez, o restaurante e bar Rio Maravilha apropriou-se do antigo refeitório e da sala comum dos trabalhadores. Em uma zona ao ar livre ao lado da ponte suspensa 25 de Abril, montou um espaço de compartilhamento de  experiências, que fica ainda mais especial durante o entardecer.\n

A promotora imobiliária Main Side, para a qual trabalha Mor, pretende reincorporar a esses lugares as almas que deixaram para trás. Da mesma forma como levou a arte à LX Factory por meio dos grafites do artista brasileiro Derlon, respeitou seu passado e ofereceu um novo futuro ao local. Na noite lisboeta, transformou em paradas obrigatórias a Pensão Amor, antigo prostíbulo que se tornou bar e casa de espetáculos (pole dance incluída), e o restaurante Casa de Pasto, com tasca (taberna) de vinhos no térreo e sala de jantar no andar superior. Está decorada de forma tradicional, mas conta com alguns elementos kitsch, por exemplo porcos voadores na sala reservada para fumantes. Ambos ficam na zona do Cais do Sodré, onde também está o Mercado da Ribeira, transformado no mercado gourmet Time Out Market. Ao lado do Mercado de Ourique, é um claro exemplo da convivência entre postos tradicionais e pequenos estandes de comida para ser degustada em mesas comuns; negócios que, muitas vezes, têm conhecidos chefs nos bastidores.
 
“A cozinha é a cultura de um povo e uma melhor forma de conhecê-la do que visitando monumentos”, opina José Avillez. Chef com duas estrelas Michelin, ele levou a criatividade e a técnica à cozinha portuguesa sem abrir mão do sabor e de produtos tradicionais. Além do restaurante Belcanto, abriu mutiespaços em Lisboa, por exemplo o Bairro do Avillez e o Cantinho do Avillez, onde se pode comprar queijos, conservas e produtos de charcutaria, além de experimentar receitas mais informais. Assim como o Palácio Chiado, que transformou ambientes de uma residência palaciana da família do Marquês do Pombal em bares e restaurantes, estes novos espaços demonstram como o panorama gastronômico de Lisboa é mais do que bacalhau e sardinha. “Ainda falta a estabilidade financeira dos novos restaurantes, uma maior presença das cozinhas de fusão e chefs internacionais que venham cozinhar para Lisboa”, acredita Avillez. \n

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Costa lisboeta

A Doca de Santo Amaro, zona de lazer adjacente ao porto esportivo, é um bom lugar tanto para uma refeição como para entrar em uma lancha e percorrer o rio. Ou, melhor ainda, embarcar em um veleiro, por exemplo os da escola de navegação Terra Incógnita. Assim, você poderá ver de perto lugares costeiros como Cascais, Estoril, Sesimbra ou Comporta, nos quais o jet-set costuma aproveitar as extensas praias.\n

Duarte Calvão, crítico gastronômico e diretor do festival “Peixe em Lisboa”, concorda com o fato de que, apesar de Portugal ter recebido influências de várias culturas, as gastronomias de suas antigas colônias, como Angola, Cabo Verde, Brasil ou Goa, não estão suficientemente representadas. Um dos pioneiros na introdução da gastronomia internacional em Lisboa foi o chef Kiko Martins. Depois de viajar por 23 países em pouco mais de um ano, carregou seu GPS pessoal com mapas de sabores e levou o mundo para Portugal. “Não gosto de chamá-la de cozinha de fusão porque a cozinha já é fusão em si mesma”, esclarece o chef, cujo último restaurante, O Asiático, acaba de se unir às suas propostas A Cevicheria, de cozinha peruana, e O Talho, com a carne como carro-chefe.
 
Mesmo assim, a atual oferta gastronômica de Lisboa satisfaz todos os gostos. “É um bom momento; existe uma cozinha mais elaborada e as iniciativas são mais receptivas ao gosto do público”, comenta Calvão. Na capital lusitana, há desde restaurantes baseados em produtos específicos, como o Yakuza e o K.O.B., do chef Olivier da Costa, até tabernas onde petiscar ou degustar porções acompanhadas de vinho, herdeiras das antigas carvoarias governadas por galegos. A Taberna da Rua das Flores, servida diretamente por produtores portugueses - de preferência com produtos ecológicos -, é um bom exemplo desse inovador movimento da cozinha tradicional portuguesa que faz os clientes esperarem na porta até que haja uma mesa livre.\n

Não se pode esquecer a doce oferta das numerosas confeitarias de Lisboa, que vai dos famosos pastéis de Belém até os bombons da loja  Bettina & Niccolò Corallo. Isso, claro, sempre acompanhados por um café, que em Portugal é sempre forte, torrado, mistura de arábica e robusta. Para terminar, uma ginjinha é sempre uma boa pedida: o tradicional licor de ginjas que se compra e se degusta nos estabelecimentos ao redor da praça do Rossio.\n

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Compras de artesanato e objetos de design
 
Tal como os chefs de Lisboa, designers também souberam dar um toque contemporâneo ao artesanato tradicional. No palacete e agora shopping Embaixada, na Praça do Príncipe Real, o trabalho desses profissionais se reúne com o de artistas e colecionadores portugueses ao redor de um pátio de estilo neoárabe. Lá, assim como em lojas como A Vida Portuguesa, More Than Wine, Claus Porto ou Cerâmicas na Linha, é possível encontrar cadernetas, cosméticos, tecidos, cortiças e cerâmicas, produtos que são produzidos há décadas da mesma forma, embora agora pareçam elaborados expressamente para o gosto vintage do turismo. Porque uma das qualidades de Lisboa é ter sabido recriar e valorizar seu passado.
 
Produtos artesanais são apresentados envoltos em um excelente design, algo que é preciso promover mais, segundo Helena e Miguel Amante, oitava geração de estilistas dos sapatos Eleh. Na fábrica recuperada da empresa, lugar que preserva toda a sua autenticidade no Bairro Azul de Lisboa, eles defendem a diferenciação de artigos “Made in Portugal” e provenientes de Lisboa, cidade onde “não se encontra o mesmo que em outras capitais europeias”. Prova disso é que seu melhor suvenir é uma lata de conservas de peixe.\n

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Entrevista - Raquel Tavares

Magazine

Entrevista

“São as pessoas que fazem as cidades.”

passageiro do mês

Raquel Tavares

Com notas tradicionais e acordes contemporâneos, a fadista Raquel Tavares e o músico e compositor Rodrigo Leão trabalham na partitura e na voz de Lisboa.\n

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O fado, tipo de música popular portuguesa que nasceu no século XIX, é considerado transgressor e próprio de bairros populares. Tal como Raquel Tavares, que, em seu mais recente álbum “Raquel”, mostra como evoluiu como cantora desde que tinha seis anos, quando começou a cantar esse gênero musical. E defende o bairro lisboeta de Alfama, onde vive, com toda a paixão das suas raízes ciganas.\n

Alfama é onde fica o Museu do Fado, onde há um retrato seu no mural da nova geração de fadistas. Sua imagem está ao lado da de nomes como Mariza, Carminho ou Ana Moura. Na fotografia, ela aparece de perfil, cantando em um dos inúmeros shows que realiza mundo afora. Mesmo que seu lugar seja o palco, não perdeu o gosto de ir, como público, às casas de fado onde costumava cantar desde que completou 17 anos – às vezes, até três lugares diferentes por noite.
 
“O fado acontece onde há um fadista, uma guitarra portuguesa e uma violão. Mas onde pode ser ouvido? Felizmente, há muitas casas de fado em zonas como Bairro Alto e Mouraria. Embora, confesso, já não vá tão assiduamente, três delas significam muito para mim: Senhor Vinho, O Faia e Casa de Linhares. São três locais aonde gosto de ir porque a comida é espetacular, as pessoas são fantásticas, o ambiente é bom e tradicional, toca música de qualidade e me sinto em casa.”
 
O mesmo acontece no bairro de Alfama, onde bares de petiscos tradicionais conhecidos como tascas se misturam com apresentações de fado e a vida tranquila dos moradores. Os habitantes da região estendem roupas na varanda de suas casas, cumprimentam-se nas ruas e recebem os turistas como se fossem da família.\n

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Em Lisboa, que “se tornou cosmopolita sem deixar de ser tradicional”, Raquel também adora o bairro do Chiado. “É um lugar onde podemos fazer compras no centro antigo. Sublime por motivos óbvios, assim como o Castelo de São Jorge e toda a zona baixa. Não apenas pelas vistas incríveis, mas também por sua história. Da mesma maneira que a área arquitetônica de Belém e o Mosteiro dos Jerónimos também são incríveis.”
 
Mas Raquel reconhece que é o lado mais popular da cidade que mais a agrada. “Aonde quer que vá, quero estar ao lado de quem vive no lugar. É verdade que Belém é lindo, mas são as pessoas que fazem as cidades, não os monumentos. Portanto, acho mais interessante visitar o Bairro Alto, a Mouraria ou o Cais do Sodré, cheios de opções de casas de espetáculos e de pessoas sem preconceitos, já que Lisboa é uma cidade muito aberta.”
 
Com um milhão de habitantes, tamanho médio, segurança e facilidades para se deslocar de táxi, Lisboa oferece inúmeras vantagens para quem deseja visitar a capital portuguesa. “De cada dez restaurantes, nove são bons. É difícil comer mal! O que mais posso dizer? Sou de Lisboa, dá para ver. Venha visitar Lisboa!”\n

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entrevista 2 - Rodrigo Leâo

Magazine

Entrevista

“Lisboa está presente na minha música.”

passageiro do mês

Rodrigo Leâo

A carreira de Rodrigo Leão é uma metáfora da evolução de Portugal. Sem renunciar às suas raízes e tradições, absorveu influências do exterior para levar sua música a todo o mundo.\n

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Desde que iniciou sua carreira nos anos 1980 em grupos como Sétima Legião e Madredeus, o compositor, tecladista e guitarrista Rodrigo Leão busca inspiração nas raízes da música portuguesa, recuperando instrumentos como o acordeão. A essa base, ele adiciona influências tão variadas quanto o pop britânico, a new age ou a música brasileira, por exemplo, compondo trilhas sonoras e acompanhando diversos vocalistas em suas produções. “A música portuguesa tem uma identidade muito forte; não apenas o fado, mas também outros grupos que se aproximam mais da música popular portuguesa”, diz, sentado no sofá do restaurante 100 Maneiras, perto de sua casa. Ali também foi tirada a foto que ilustra a capa de seu último álbum, “Life is Long”, lançado em parceria com o músico australiano Scott Matthew.\n

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Quando não está em turnê, vive entre a região do Alentejo, com a tranquilidade que necessita para compor, e Lisboa. Na capital lusitana, gosta de passear pelo bairro do Chiado e pela margem do rio Tejo, indo desde o Cais do Sodré até Alcântara. “É um passeio de uma hora, ida e volta, com uma luz extraordinária. O Cais do Sodré e o Bairro Alto são dois lugares com muita animação noturna, pessoas jovens, bares e restaurantes. Para quem gosta de movimento, são os lugares mais indicados de Lisboa.” Já para quem curte calmaria, Leão recomenda a Praça das Flores, perto do bairro Príncipe Real, e o Jardim da Estrela.
“Em Lisboa, há novos espaços com música ao vivo, boa comida... Lisboa ganhou nova vida, de noite e também de dia. A oferta de espetáculos é cada vez maior. No verão, há diferentes  festivais com a presença de bandas de pop rock famosas; mas também existe uma programação permanente em salas como o Coliseu do Centro Cultural de Belém, o que não havia há dez anos”, destaca.
 
“Claramente, sinto que há algo de Lisboa, de Portugal, na minha música, porque adoro viver aqui. Talvez não seja muito perceptível, mas há melodias que são muito portuguesas. Há uma certa melancolia que é própria de Portugal, que está bastante presente nas músicas que procuro fazer.” Mas Rodrigo Leão ressalta que essa melancolia ou esse romantismo não são necessariamente tristes e trazem consigo a esperança. “Há algo de tristeza e melancolia, mas também um pouco de poesia e esperança; o fato de viver ao lado do mar, de ter vinho e boa comida, tudo faz parte da nossa cultura.”\n

Romântico

Magazine

Romântico

Melhores lugares do mundo para fotografar seu casamento

O cenário pode ser a diferença entre um casamento convencional e um extraordinário. Ambos serão inesquecíveis, mas o segundo terá fotografias muito melhores.\n

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Felizes para sempre

Por mais que o tempo passe, há lugares que nunca deixam de estar na moda como cenário para jurar amor eterno. A Capadócia, na Turquia, Veneza e Cinque Terre, na Itália, ou Santorini, na Grécia, têm sido alguns dos destinos românticos mais recorrentes nessa lista. E continuam apaixonantes.Por mais que o tempo passe, há lugares que nunca deixam de estar na moda como cenário para jurar amor eterno. A Capadócia, na Turquia, Veneza e Cinque Terre, na Itália, ou Santorini, na Grécia, têm sido alguns dos destinos românticos mais recorrentes nessa lista. E continuam apaixonantes.\n

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ão é a mesma coisa tirar uma fotografia no altar de uma igreja que na catarata islandesa Seljalandsfoss. Ou debaixo de um céu estrelado no parque florestal californiano Yosemite (Estados Unidos). Estes são alguns dos lugares destacados pelo site Junebug Weddings após realizar um concurso fotográfico com o fim de levar a arte da fotografia de casamentos a outro patamar. São 50 imagens que percorrem o mundo de beijo em beijo e mostram recém-casados juntinhos, como se não existisse nada mais no planeta. O que é algo difícil de entender quando se repara na paisagem privilegiada que os rodeia. Montanhas e estradas desertas, mas também cenas urbanas congeladas em momentos únicos. Também não faltam clássicos como a Torre Eiffel (França) ou a estação norte-americana Grand Central de Nova York: apenas uma pequena amostra dos milhares de fotografias enviadas para a competição.\n

A Islândia é um dos lugares preferidos de quem procura a natureza exuberante e o romantismo selvagem para o “dia mais feliz de sua vida”. Elizabeth e Brian, que queriam encontrar um lugar “bonito, aventureiro e único”, escolheram a terra do gelo. “Também esperávamos ver as luzes do norte.” Tiveram sorte, já que elas se fizeram presentes durante a noite de núpcias. Mait, da M&J Studios, estava atrás da câmera para imortalizar o momento. Para ele e sua assistente, também foram dois dias muito especiais. A sessão fotográfica incluiu vários locais, entre eles o mais radical que já haviam visitado. A caminho do lago glaciar de Jokulsarlon, decidiram visitar uma caverna de gelo. “É uma gruta única e diferente todos os anos porque se forma no outono e se derrete completamente na primavera. Foi um milagre encontrá-la de pé no mês de março.” O milagre não passou despercebido ao júri, que incluiu uma das fotografias do lugar em sua lista de 2016 de melhores destinos para registrar casamentos.\n

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Foto: James Frost

Bombo Quarry, Australia

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Foto: Virginia & Evan Studios

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Também há recantos solitários na outra ponta do mundo. A Nova Zelândia e a Austrália são outras opções que caíram no gosto dos amantes do inóspito, como o casal Maria e Pat. James Frost foi quem os fotografou enquanto desafiavam as ondas em Bombo Headland Quarry, no estado australiano de New South Wales. As enormes colunas de basalto lembram a Calçada dos Gigantes da Irlanda do Norte (Reino Unido), só que banhadas pelo mar da Tasmânia. Para chegar lá, é preciso pegar um desvio a partir da Kiama Coast Walk, caminho que percorre outros lugares dignos destes peculiares álbuns de fotografias de casamento, entre eles a formação rochosa Cathedral Rocks ou o géiser de Kiama. Angie e Doug se casaram a 11 horas e mais de 1.000 quilômetros dali. O também australiano município de Toowoomba, em Queensland, oferece uma paisagem plana e campestre. A mãe da noiva acompanhou o fotógrafo Van Middleton em seu jipe e o ajudou a escolher os cenários em que “Angie e sua família se sentiriam especiais”. Este detalhe é transmitido pela imagem que venceu o concurso, com os esposos em um forte abraço debaixo de uma árvore gigantesca: talvez a mesma que viu o primeiro beijo dos dois ou onde esculpiram suas iniciais.\n

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Foto: Virginia & Evan Studios

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Amor no paraíso

Casamentos em lugares paradisíacos não são privilégio de celebridades. E o fotógrafo Alain Brin, especializado em uniões tropicais, leva essa afirmação para a prática com uma foto de um casal rodeado de cardumes de peixes na praia Turtle Bay, nas Ilhas Virgens Britânicas. Outros cenários exóticos retratados por ele são Varanasi, na Índia, ou territórios como Fiji e as ilhas Seychelles.\n

Foto: Cole Roberts/ Nordica Photography

Lola e Tobi aderiram à moda dos destinos exóticos. Casaram-se na ilha de Mahé, a maior das Seychelles.

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Foto: Chaz Cruz Photographers

Queenstown, New Zealand

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Foto: Claire Morris Photography

Paris

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Foto: Clarkie Photography

Yosemite National Park, California

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Foto: Gabe McClintock Photography

Iceland

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Foto: Catia Aguiam Fotografas

Montserrate Palace, Sintra

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Foto: Helena and Laurent

San Francisco, California

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Foto: Holly Wallace Photos and Film

Queenstown, New Zealand

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Foto: Jonnie + Garrett Wedding Photographers

Imperial Sand Dunes, California

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Foto: June Photography

Kaneoha, Hawaii

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Foto: M&J Studios

Iceland

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Foto: Nordica Photography

Hamar, Norway

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Foto: Sergio Cueto

Higüey, República Dominicana

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Foto: Shari + Mike Photographers

Santorini, Greece

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Foto: Terralogical

Bali, Indonesia

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Foto: Tin Martin

Bali, Indonesia

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Foto: Van Middleton Photography

Pilton, Australia

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Jovens

Magazine

Jovens

Nimbin: a volta aos anos 1970

Comunidades ainda ativas, trailers com o símbolo da paz e camisetas psicodélicas em plena natureza. Viajamos no tempo até Nimbin, o último paraíso hippie.\n

Uma aldeia pecuária em declínio foi o palco, em 1973, da “revolução de Aquarius”. Centenas de jovens em busca de um destino encontraram em Nimbin, na Austrália, a paisagem perfeita para organizar o Festival Aquarius. O monte Warning conta com o vale onde mais de 10.000 pessoas se encontraram no Woodstock australiano. A cultura underground, a exaltação da liberdade e o contato com a natureza contribuíram, nesse verão do amor, para o nascimento do movimento hippie naquele país.\n

Foto: Lismore City Council

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Os hippies chegaram a Nimbin para ficar. Muitos dos participantes do evento instalaram-se na aldeia e formaram comunidades. Um exemplo é Tuntable Falls, grupo que pretendia construir formas de vida mais sustentáveis e que existe até hoje, reunindo cerca de 200 membros.\n

Os hippies chegaram a Nimbin para ficar.

Quatro décadas depois, a arquitetura peculiar, os carros com flores e os desenhos psicodélicos conferem a Nimbin a moldura perfeita para deixá-la suspensa no tempo. Parte da culpa cabe a Vernon Treweeke, pai da arte psicodélica australiana. Com a ideia de recuperar edifícios antigos para o festival, fez centenas de desenhos de arco-íris nas fachadas - ilustrações que, atualmente, continuam lá.\n

Foto: Lismore City Council

Mais que moda passageira, as práticas de ioga e meditação são um estilo de vida por aqui.

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Foto: RENATO SEIJI KAWASAKI / Shutterstock.com

Nos mercadinhos do lugar, pode-se comprar de produtos artesanais e objetos de segunda mão a plantas e comida caseira.

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Para além da estética, perdura o espírito da comunidade original que encheu a região de esperança. Em 1979, o grupo conseguiu convencer o governo de New South Wales a implementar uma lei que proibía a destruição das florestas. O movimento verde Greenies continua ativo ainda nos nossos dias, promovendo a tomada de consciência política na proteção do meio ambiente. O estilo de vida pausado e criativo é fomentado com ações como o Festival de Cinema Jovem de Nimbin, o estímulo ao consumo de produtos locais e a prática de atividades voltadas para o bem-estar, como ioga ou meditação. Inúmeros projetos artísticos da região estão reunidos no Museu de Nimbin, que também conserva o testemunho da história do vilarejo a partir da “revolução de Aquarius”.
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Let the Sunshine In

Granjas abandonadas no meio de uma selva tropical, solos vulcânicos e cachoeiras. A natureza é quem manda no vale de Nimbin, considerado um lugar sagrado pela população aborígine Bundjalung. Um antigo vulcão dorme sob o monte Warning, junto às cascatas Killen Falls e à floresta Big Scrub.\n

Foto: Lismore City Council

De cima do monte Warning, seremos os primeiros a assistir ao amanhecer, já que é o primeiro ponto da parte continental da Austrália que recebe o nascer do sol.

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Com uma população rural de cerca de 10.000 pessoas distribuídas por todo o território e cerca de 350 na aldeia, Nimbin sobrevive ao novo século e continua a ser foco de atração para mochileiros, músicos e aspirantes a hippies. Como disse o escritor Austin Pick: “De fato, Nimbin é um lugar estranho; é como se uma avenida de Amsterdã (Holanda), cheia de fumo, tivesse sido levada para o meio das montanhas”. Aqui, as plantas de cannabis convivem com os legumes nas hortas. Ainda que só o consumo de derivados esteja legalizado, os habitantes o reivindicam com orgulho como mais uma batalha ganha.

À noite, a poeira das ruas mistura-se com as luzes das granjas, a fumaça dos cigarros de maconha e os sons da selva. A poesia e o jazz predominam no interior de locais como o mítico Rainbow Cafe. O verão do amor está longe, mas sua essência resiste. "Às vezes, pergunto-me por que vivo aqui”, confessa Mandie, uma das fundadoras de Tuntable Falls. “Então, algo realmente especial acontece: olho ao redor e volto a perceber que vivo aqui pela proximidade entre as pessoas, pela espontaneidade e pela criatividade que se produz."\n

Foto: harryws20 via Foter.com / CC BY

As construções dos jovens que se apoderaram do vilarejo em 1973 foram preservadas e transformadas na marca identitária de Nimbin.

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Região do arco-íris

A área que rodeia a vila é conhecida como Rainbow Region pelos desenhos que Vernon Treweeke espalhou pela cidade em 1973. Desde então, surgiram novos murais e alguns já antigos foram restaurados. No 40º aniversário do festival, Vernon voltou a Nimbin para pintar uma pizzaria.\n

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Luxo

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Viva como um rei no Rajastão

Salões atapetados, troféus de caça e camas com dossel. Marajás transformam seus palácios em hotéis de luxo que recriam o antigo esplendor da região: são como filiais do Hilton na Índia.\n

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providência criou os marajás para oferecer um espetáculo ao mundo”, escreveu Rudyard Kipling, autor de “O Livro da Selva”. Até 1947, ano da independência da Índia do Império Britânico, os governantes dos estados indianos saíam para praticar shikar (arte da caça) de Rolls-Royce, encomendavam móveis, obras de arte e joias de empresas europeias de grande prestígio e ofereciam banquetes a centenas de convidados. Durante séculos, viveram em fortalezas amuralhadas ou palácios com terraços e jardins com áreas separadas para mulheres e criados.
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Agora, já é possível sentir o gostinho dessa vida cheia de opulência. Muitos marajás abriram ao público seus palácios, acampamentos de caça e residências de verão, cujo trabalho de manutenção é bastante dispendioso, e passaram a conviver com seus hóspedes, dividindo com eles a história de suas famílias. Trocaram o hedonismo por um turismo sustentável e as excentricidades pela recuperação do patrimônio artístico e o desenvolvimento da comunidade.
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Corte real

Ministros e nobres também construíram palácios e retiros de férias perto dos marajás, tentando imitar seu opulento estilo de vida. Algumas destas residências são agora hotéis: Narain Niwas Palace, Castle Kanota ou Samode Palace.\n

Foto: SUJÁN Rajmahal Palace, Relais & Chateaux

As suítes do hotel Rambagh Palace, construído em 1835, correspondem aos luxuosos aposentos do marajá de Jaipur.

No Rajastão, no nordeste da Índia, encontra-se o Palácio Umaid Bhawan, sexta maior residência privada do mundo. Parte desta fortaleza de arenito em Jodhpur é um hotel da prestigiada rede Taj Hotéis. Decorado em estilo art déco, conta com dez hectares de jardins com pavões, piscina subterrânea e um museu da família real. Localizado em uma colina, permite apreciar as vistas de toda a cidade e da fortaleza de Mehrangarh.

Outra das propriedades do marajá de Jodhpur é o Forte de Ahhichatragarh, também conhecido como Forte de Nagaur. Após 20 anos de restauração, o hotel Ranvas Nagaur recuperou o sofisticado ambiente que serviu de refúgio para as mulheres da corte. Está dividido em 27 quartos, que, por sua vez, são distribuídos por dez havalis - construções tradicionais do Rajastão que têm seus próprios pátios com pórticos. Também é possível se alojar no Royal Tents Nagaur, acampamento de tendas luxuosamente preparadas dentro de uma fortaleza do século V. É o lugar perfeito para apreciar o entardecer depois de um passeio de jipe perseguindo gazelas e antílopes nos arredores. Não menos impressionante é o Ramathra Fort, cidadela de 350 anos no distrito de Karauli. Como a família do filme “O Exótico Hotel Marigold”, os descendentes do primeiro proprietário, o filho do marajá de Karauli, dedicaram-se à sua restauração por 15 anos para transformá-lo em um hotel com 110 quartos.
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Foto: SUJÁN Rajmahal Palace, Relais & Chateaux

A suíte Jackie Kennedy está decorada, como o resto do hotel, com um vistoso papel pintado com motivos tradicionais e móveis da própria família anfitriã.

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Turismo consciente

Os alojamentos de luxo do Rajastão são característicos porque, como no caso de Ravla Bhenswara ou Shahpura Bagh, a família proprietária recebe os hóspedes, convive diretamente com eles e os entretém como se fossem seus convidados. O valor pago serve para manter o edifício e a infraestrutura das comunidades onde estão, além de financiar a educação e os artesãos.\n

Foto: Samode Hotels

Em 1940, na entrada do hotel Samode Haveli, foi construída uma rampa para elefantes por ocasião de uma casamento da família real.

A cidade cor-de-rosa de Jaipur possui alguns dos hotéis mais suntuosos da região. Tanto no Rambagh Palace como no Sujan Rajmahal Palace, já se hospedaram personalidades mundiais como Jacqueline Kennedy, a rainha Isabel II ou o xá do Irã. As suítes que ocuparam, as escadas de mármore e os salões com candelabros recebem agora hóspedes menos ilustres, que usufruem da mesma hospitalidade. A estada nos palácios é complementada com partidas de polo, jantares ao ar livre, safáris e concertos: experiências que permitem adotar um estilo de vida já extinto e se sentir como o convidado de um rei.\n

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Foto: Taj Hotels Resorts and Palaces

A escada do vestíbulo do Umaid Bhawan Palace foi construída com o mesmo mármore empregado no Taj Mahal.

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Escapadas

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Escapadas

Seja o primeiro a começar o ano em Kiribati

É um dos países menos visitados do mundo e seus habitantes serão os primeiros a dar as boas-vindas a 2017. Celebre o Ano-Novo com eles neste paraíso inexplorado.\n

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ecebe menos de 6.000 turistas por ano e um deles foi o escritor Robert Louis Stevenson. No século XIX, o autor de “A Ilha do Tesouro” visitou uma das 33 ilhas coralinas deste arquipélago. Mas isso não foi suficiente para torná-lo um destino paradisíaco popular e, por isso, mantém todas as suas qualidades: praias de areia branca, águas azul-turquesa, um passado exótico e um futuro incerto.

Kiribati é um arquipélago minguante. “Nosso país é 99,99977% água”, afirma a equipe do posto de informações turísticas. Uma porcentagem que não deixa de crescer. Os habitantes fazem campanha contra a mudança climática porque sabem que suas casas estão em perigo. Mas não se rendem e continuam celebrando cada ano como se fosse o último. E são os primeiros a fazê-lo. Três horas antes de Sidney, na Austrália, e quase um dia antes de Los Angeles, nos Estados Unidos, com 21 horas de diferença. Lembram com carinho especial a chegada do novo milênio. Caroline Island, na zona sul, passou a se chamar Millennium Island para ressaltar esse marco.\n

“Nosso país é 99,99977% água”

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Foto: Kiribati National Tourism Office

Só 21 das 33 ilhas são habitadas.

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Foto: Kiribati National Tourism Office /Cat Holloway

A área protegida das ilhas Phoenix possui 408.250 quilômetros quadrados de biodiversidade marinha.

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Presente para o capitão Cook

A Christmas Island, Kiritimati na língua local, foi batizada pelo famoso explorador inglês James Cook quando desembarcou ali no dia 25 de dezembro de 1777. E o primeiro hotel da ilha agora lhe devolve o favor: seu nome é Captain Cook Hotel.\n

Com recifes de coral intactos e uma abundante vida marinha, o arquipélago é perfeito para praticar mergulho. A maioria das escolas e operadores turísticos encontra-se na capital, Tarawa, e na Christmas Island. Peixes tropicais, grandes mamíferos e jardins de coral coloridos esperam por aqueles que se aventuram a desbravar as águas transparentes que rodeiam as ilhas.
 
O surfe e a pescaria são outras de suas principais atividades. Esta última é quase uma exclusividade da Christmas Island. Kiritimati, como é conhecida localmente, é um dos melhores pontos em todo o mundo para a pesca com mosca. Também para a pesca do peixe ubarana. Como é comum ouvir em seu centro turístico, lá “não existe mau dia de pesca”. O maior atol coralino do mundo, com 388 quilômetros quadrados, é também o lugar perfeito para a observação de aves.\n

Foto: Kiribati National Tourism Office/Chris Burkhard

A temporada do surfe em Kiribati vai de outubro a março.

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Foto: warrenjackson via Visual hunt - CC BY-NC

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A natureza e as atividades aquáticas são protagonistas, mas uma viagem a Kiribati não estaria completa sem a convivência com seus moradores. A população costuma se reunir no maneaba, edifício feito de blocos de coral, madeira de coqueiro e folhas e que é o maior prédio da cidade. Ali, dançam e contam histórias. Para aproveitar ao máximo sua cultura, é recomendável viajar no mês de julho, quando ocorrem as comemorações da independência do país.
 
O turismo não está muito desenvolvido e os alojamentos são simples, apenas com o imprescindível. Isso porque Kiribati é um destino para quem procura curtir as coisas simples da vida. Só para autênticos viajantes. Quer ser um dos 6.000 eleitos?\n

A batalha de Tarawa, ocorrida em novembro de 1943 entre norte-americanos e japoneses, deixou sua marca em Kiribati. Quem é fã de história vai encontrar aqui numerosas relíquias da Segunda Guerra Mundial: bunkers abandonados, memoriais de todos os lados do conflito e  restos de canhões (na praia da ilha de Betio).\n

Feridas de guerra

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Singularidades não lhe faltam: é o único país do mundo situado nos quatro hemisférios (norte e sul, respeito à linha do Equador, e leste e oeste, com relação ao meridiano de Greenwich) e um dos mais remotos, praticamente no coração do Pacífico. A zona habitada mais próxima é o Havaí, a 4.000 quilômetros de distância. A área marinha protegida das ilhas Phoenix (PIPA ou “Phoenix Islands Protected Area”, em inglês) também é a maior desse oceano e parte de seus domínios. Conta com oito recifes circulares e dois recifes submarinos, o que corresponde a uma superfície do tamanho do estado norte-americano da Califórnia. Com mais de 800 espécies de animais, 12 montanhas submersas e corais “tal e como eram há milhares de anos”, transformou-se no primeiro lugar de Kiribati a ser considerado Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).\n

Aventura

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Aventura

“A terra firme é apenas uma zona de passagem.”

Entrevistamos Enric Adrian Gener, fotógrafo subaquático
Não está disposto a viver longe dos oceanos. Procura “descobrir novos mares” e também as “culturas que o rodeiam”. “Analisar a relação que os humanos têm com o mar”, descreve Enric Adrian Gener, que viaja o mundo fazendo fotografia subaquática.
 
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nric Adrian Gener cansou-se da vida urbana e de trabalhar em uma agência de publicidade em Madri. “Não gostava de trabalhar de segunda a sexta, das 9h às 19h e de ter, com sorte, um mês por ano para viajar. Gosto que a minha vida seja um pouco mais desordenada.” Além disso, este espanhol ansiava pelo mar. “Vivia muito longe e, por isso, no meu tempo livre, não podia fazer o que realmente me apaixonava.” Percorrer o mundo fazendo fotos subaquáticas foi a forma de encontrar o equilíbrio.\n

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O fotógrafo, que não imagina a vida longe do mar, assume o papel de modelo na imagem.

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O que você procura quando viaja?
Quando penso em destinos, o país não me interessa minimamente. O meu interesse é o mar, a sua vida, o seu clima, as suas migrações. Para mim, o país, o que chamamos de terra firme, é apenas uma zona de passagem. Procuro descobrir novas paisagens marinhas, e gosto muito de nadar ao lado de animais grandes: baleias, tubarões, golfinhos, arraias-jamanta... \n

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Não comas coisas do chão!

As histórias de suas viagens são muitas, mas também os ensinamentos. “Não coma coisas do chão”: foi o que aprendeu no Pacífico mexicano, depois de três dias doente por ter experimentado “maçãs verdes superpequenas” de uma praia. “Era muito idílico, praia e maçãs, mas eram venenosas.”\n

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A figura humana aparece mais como um ator secundário: o principal é o mar.

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Quais são as peculiaridades das suas fotos submarinas?
Minha fotografia baseia-se no natural e humano. A figura humana aparece mais como um ator secundário: o principal é o mar. Embora esse ator seja essencial para que o protagonista seja visto como algo importante. É como quando você coloca um objeto ao lado de outro para comparar a escala ou a cor. No entanto, sempre que comparamos a natureza com o ser humano, ele sai em desvantagem pelo tamanho, pela força, pela beleza...

Que problemas você costuma ter ao fotografar?
Só o fato de estar sob a superfície, sem pensar na fotografia, já é um enorme desafio. Você sente frio, sofre com a pressão, enfrenta a escuridão, fica molhado, não tem boa visibilidade e, como se fosse pouco, não pode respirar. Além de tudo isso, tenta tirar fotografias. Tecnicamente, há muitos elementos que complicam a situação, mas que também podem ser usados a nosso favor. Por exemplo, o desaparecimento da gama de cores em regiões profundas, a escassez de luz… Mas há coisas fantásticas, como a ausência de gravidade.\n

Foto: Enric Adrian Gener

Em vez de transformar sua paixão em exceção, Gener deu a ela um “maior protagonismo” em sua vida.

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Foto: Enric Adrian Gener

Dentro das seções do seu trabalho 27 MM, um dos capítulos é dedicado à vida animal.

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El Hierro [Ilhas Canárias, Espanha] foi o começo de tudo…
Sim, é o antes e o depois do meu modelo de vida atual. E também foi o primeiro passo para o projeto fotográfico 27MM, que curiosamente começou com uma linguagem audiovisual, e não com a fotográfica. El Hierro é um lugar mágico e um dos melhores destinos de mergulho da Europa. O que mais me atrai são suas paisagens subaquáticas. Vulcões, paredes, saltos no vazio. É uma sensação de imensidão muito forte. Depois fui ao Caribe, que é o justamente o oposto. Foram cinco meses em que ia improvisando e mudando de lugar, mas a principal razão de ter vindo foi pela época de migração da baleia-jubarte do Canadá para dar à luz. E queria estar ali, na água.

O que você destacaria dessas viagens?
Na Indonésia, encontrei os mais belos corais que já vi na minha vida. Na Austrália, o paraíso das ondas. Em Tonga e na República Dominicana, a baleia-jubarte. Em Palau, o fato de ser um paraíso de conto de fadas. O Mar Vermelho tem águas cristalinas, abismos e corais. Nas ilhas Revillagigedo, no Pacífico, está o lar de tubarões e arraias-jamanta gigantes. O México conta com uma enorme biodiversidade marinha, o descobrimento dos cenotes [poços naturais]. Em Belize, há encontros pelágicos no azul.\n

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O fotógrafo ressalva que o projeto debaixo d’água “nasceu livremente da paixão, não como trabalho, e se mantém igual até hoje”.

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Biografia

Enric Adrian Gener nasceu em Menorca, na Espanha, onde viveu até se mudar para as também espanholas Barcelona e Madri, com o fim de especializar-se em arte e design. Foi longe do seu mar Mediterrâneo que começou a relacionar-se com a fotografia, que uniria, mais tarde, com sua maior paixão: o mar. Agora faz fotografias subaquáticas em mares de todo o mundo, agrupando-as no projeto 27MM.\n

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Top 6A

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TOP 6A

Os mosteiros mais inacessíveis do mundo

A devoção religiosa ergueu santuários nos lugares mais recônditos do planeta. Chegar a estes templos é quase um milagre; ignorá-los, um pecado.

Xuankong (Shanxi, China)

É o único templo que combina três das correntes religiosas praticadas na China: confucionismo, budismo e taoísmo. Foi construído entre as rochas, há 1.500 anos, para estar protegido da chuva e da neve.

Sigiriya (Matale, Sri Lanka)

Concebido como um palácio fortificado, transformou-se rapidamente em um mosteiro budista. Eleva-se sobre a imponente “montanha do Leão” e a sua entrada está ladeada por duas garras de grandes dimensões.

Katskhi Pillar (Katskhi, Geórgia)

Esta pequena igreja coroa um penhasco de 30 metros de altura e é a casa de um monge solitário, que recebe apenas os visitantes homens que se atrevem a subir sua precária escadaria.

Mosteiros de Meteora (Meteora, Grécia)

Os eremitas acreditavam que, quanto mais alto subissem para rezar, mais próximos de Deus estariam. Entre os séculos XII e XII, abandonaram suas grutas solitárias para fundar 24 mosteiros, dos quais, atualmente, apenas seis permanecem abertos.

Taktsang (Paro, Butão)

Foi construído perto da caverna onde o guru Padmasambhava meditou durante três anos, três meses, três semanas, três dias e três horas antes de introduzir o budismo no Butão no século VIII.

Taung Kalat (Bagan, Mianmar)

Após superar os 777 degraus que conduzem até sua área principal, temos de rezar para que o vulcão Popa, sobre o qual descansa este mosteiro, não desperte do seu sono.

Três religiões no mesmo templo

De palácio a mosteiro

Só para eles

Mais perto de Deus do que ninguém

Porta do budismo

Liturgia sobre o vulcão

Travelbeats

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Travelbeats

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Foto: Adrià Goula

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Bar mais bonito do mundo

“Encha-se de energia positiva.” Foi assim que os jurados do “Restaurant & Bar Design Awards” se referiram a este espaço azul e branco com vistas para o porto de Barcelona. O design da coquetelaria Blue Wave, agora OneOcean Bar, foi reconhecido como o mais bonito do mundo durante a última edição deste prestigioso prêmio. O estúdio de arquitetura e interiores El Equipo Creativo foi o responsável pelos jogos de luzes da fachada e os mosaicos azuis que emolduram o balcão. O objetivo principal do projeto foi ressaltar a excepcional localização do bar, fincado na nova marina OneOcean Club Port Vell. Para isso, buscou inspiração no ambiente marinho, recriando uma onda que envolve os clientes enquanto tomam seus requintados coquetéis.\n

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Voo com destino ao céu de Brighton

“Um cais vertical para caminhar no céu.” É assim que David Marks define sua nova criação. O estúdio Marks Barfield Architects (também responsável pela roda-gigante London Eye) é quem assina um possível futuro ícone de Brighton (Reino Unido). A British Airways i360, com 162 metros de altura, é a torre de observação móvel mais alta do mundo. O diâmetro de 3,9 metros também faz com que seja a menor. De design futurista, a plataforma de vidro (dez vezes mais larga que uma cabine da London Eye) permite contemplar 40 quilômetros da costa sul da Inglaterra. As subidas ou “voos” para o céu de Brighton acontecem de meia em meia hora e duram cerca de 25 minutos.\n

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Celebre o Natal no Castelo de Hogwarts

O Grande Salão de Hogwarts veste-se de gala para o jantar de Natal dos estúdios Warner Bros em Londres (Reino Unido). Após o sucesso do ano passado, a empresa decidiu repetir o evento. Os participantes vão poder saborear petiscos e um drinque de boas-vindas antes de entrar no Grande Salão, decorado como nos filmes de Harry Potter. Lá, uma varinha mágica e um farto banquete como aqueles que Dumbledore fazia aparecer magicamente nos livros de J.K Rowling vão estar à espera dos convidados. Depois da ceia, está previsto um tour por outros cenários, por exemplo a Sala Comunal da Grifinória e a plataforma 9 ¾, local da sobremesa. Por fim, será possível dançar até meia-noite enquanto curtem a clássica cerveja amanteigada da saga. Um feliz (e mágico) Natal!\n

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Escorregador preferido de Los Angeles

Bastam apenas quatro segundos para descer do 70º ao 69º andar do edifício mais alto de Los Angeles, o U.S. Bank Tower. E o trajeto seria o mais normal do mundo se não fosse feito por um escorregador externo e transparente, a 300 metros do chão, com a ajuda de um tapete cinzento. O Skyslide é a atração mais emocionante da plataforma de observação OUE Skyspace LA, localizada no mesmo prédio. Mesmo que esta “lagarta de vidro” tenha apenas três centímetros de espessura, John Gamboa, vice-presidente da OUE, garante que é bastante firme e resistente: “Poderíamos pendurar duas baleias azuis nela que, ainda assim, não se moveria”. A descida custa 25 dólares, cerca de 86 reais, e inclui uma visita ao espaço da torre com vistas panorâmicas de 360 graus para a cidade.\n

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Dormir entre livros

O paraíso dos bibliófilos existe e fica no Japão. O hotel Book and Bed Tokyo é quarto e biblioteca ao mesmo tempo. Mais de 3.000 obras ocupam suas prateleiras, lugares onde também se pode dormir. Os banheiros são comuns e há 30 camas de dois tipos: Bookshelf, para dormir dentro de uma estante, em um cubículo de 120 por 200 centímetros; e Bunk, em forma de beliche. No local, não se fala de almofadas fofas, colchões confortáveis ou edredons de plumas, mas sim de um instante feliz, aquele em que se pega no sono enquanto se tem um livro entre as mãos. Quem não gosta de ler é porque, como diria a escritora J. K. Rowling, ainda “não encontrou o livro certo”. É sua oportunidade.\n

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